{"id":1225,"date":"2017-05-24T15:05:46","date_gmt":"2017-05-24T18:05:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/?p=1225"},"modified":"2017-06-24T13:52:34","modified_gmt":"2017-06-24T16:52:34","slug":"sr-corse-a-oficina-especializada-em-marcas-europeias-fundada-por-um-uruguaio-apaixonado-por-motos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/sr-corse-a-oficina-especializada-em-marcas-europeias-fundada-por-um-uruguaio-apaixonado-por-motos\/","title":{"rendered":"SR Corse &#8211; a oficina especializada em marcas europeias fundada por um uruguaio apaixonado por motos"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 60px\">\n<p>Em uma rua tranquila no cora\u00e7\u00e3o do bairro mais bo\u00eamio da cidade de S\u00e3o Paulo, Vila Madalena, vive e trabalha um simp\u00e1tico\u00a0uruguaio que veio para o Brasil com a ideia de trabalhar com sua paix\u00e3o: motocicletas. Sebasti\u00e1n Roch\u00f3n\u00a0 herdou o gosto pelas motos e motores de seu pai, veio para o pa\u00eds apostando seu futuro, ficou s\u00f3 com as roupas do corpo, passou por imensas dificuldades e, com foco, trabalho e determina\u00e7\u00e3o, deu a volta por cima. Hoje comanda uma oficina competente e\u00a0prestigiada que especializou-se em motocicletas de alto padr\u00e3o oriundas do mercado Europeu.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Sebasti\u00e1n\u00a0nos recebeu em sua oficina e, entre caf\u00e9, chimarr\u00e3o e bolachas uruguaias que lhe trazem lembran\u00e7as da inf\u00e2ncia no sul, contou sua hist\u00f3ria, sua percep\u00e7\u00e3o sobre nosso pa\u00eds, sobre seu trabalho, dificuldades e dicas para quem pensa em entrar nesta \u00e1rea profissional.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1239\" aria-describedby=\"caption-attachment-1239\" style=\"width: 768px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8147.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-1239\" src=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8147-768x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8147-768x1024.jpg 768w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8147-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1239\" class=\"wp-caption-text\">Sebasti\u00e1n e seu fiel ajudante que sabe mais de Ducati que o pr\u00f3prio dono<\/figcaption><\/figure>\n<h5>Motocultura: Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 brasileiro certo? Como voc\u00ea veio para c\u00e1 e como tudo come\u00e7ou?<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong> Nasci e cresci no interior do Uruguai. No come\u00e7o dos anos 2000, mais ou menos, a pessoa para quem eu trabalhava estava com a ideia de sair do Uruguai. Eu estava muito bem, empregado, ganhando razoavelmente bem e nem imaginava sair de l\u00e1. Mas, ao mesmo tempo, recebi uma proposta para vir para S\u00e3o Paulo, para trabalhar com motos. Foi tudo muito r\u00e1pido. Cinco dias depois de receber a proposta, depois de falar com meu pai e avisar que viria para c\u00e1, eu j\u00e1 estava por aqui.<\/p>\n<p>Cheguei em um s\u00e1bado. Na segunda resolvi toda a burocracia e na ter\u00e7a j\u00e1 estava trabalhando para uma pessoa que j\u00e1 havia trabalhado muito tempo com motos BMW. Quatro meses depois voltei para o Uruguai para renovar visto e ver minha fam\u00edlia e j\u00e1 estava adorando S\u00e3o Paulo.\u00a0J\u00e1 estou aqui h\u00e1 mais ou menos 15 anos, me naturalizei e me sinto paulistano. Como vim do interior do Uruguai, que eu adoro, me parece tudo muito calmo, calmo demais at\u00e9, a\u00ed acabo ficando com saudade daqui j\u00e1 que foi aqui que praticamente constru\u00ed minha vida.<\/p>\n<h5>Motocultura: Mas voc\u00ea j\u00e1 trabalhava com motos no Uruguai?<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong> N\u00e3o. L\u00e1 trabalhava com carros de competi\u00e7\u00e3o. As motos eram apenas um hobbie desde garoto.<\/p>\n<h5>Motocultura: E como come\u00e7ou essa sua hist\u00f3ria com as motos?<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong> Meu pai trabalhava com competi\u00e7\u00e3o e carros. Al\u00e9m de mec\u00e2nico era \u00f3timo com tipos e pinc\u00e9is. Inclusive era ele que pintava os n\u00fameros do carro de um amigo que competia. Me lembro que era o n\u00famero 27. Assim, cresci nesse ambiente de aut\u00f3dromos\u00a0e corridas. Aos 12 anos meu pai j\u00e1 me emprestava uma moto que ele tinha por l\u00e1 para dar uma voltas. Quando eu tinha 15 anos, um primo de minha m\u00e3e me convidou para competir de moto, para correr e ai foi a primeira vez que participei de uma competi\u00e7\u00e3o em duas rodas. A partir deste ponto, foi natural o interesse pela mec\u00e2nica e prepara\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria moto. Mas era algo quase como uma brincadeira, aquela coisa de ouvido de ouvir e saber que o motor estava bom ou ruim. Apenas\u00a0depois dessa experi\u00eancia\u00a0que eu realmente comecei a estudar mec\u00e2nica de verdade pois havia entendido e descoberto o que eu queria. Comecei a estudar \u00a0mec\u00e2nica na minha cidade, mas havia um programa do governo que subsidiava os estudos em Montevid\u00e9u. Acabei me inscrevendo e me chamaram. L\u00e1 estudei formalmente durante quatro anos de curso. Depois de formado, acabei trabalhando com isso por dois anos no Uruguai, at\u00e9 receber a proposta de vir para c\u00e1.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1234\" aria-describedby=\"caption-attachment-1234\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8137.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1234 size-large\" src=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8137-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8137-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8137-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8137-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1234\" class=\"wp-caption-text\">Sebasti\u00e1n tamb\u00e9m \u00e9 piloto. Acima, a moto preparada por ele para correr no campeonato de Supermoto<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_1235\" aria-describedby=\"caption-attachment-1235\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8140.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1235 size-large\" src=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8140-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8140-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8140-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8140-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1235\" class=\"wp-caption-text\">Bimota Tesi 3D: uma moto de luxo, top de linha e de alt\u00edssima tecnologia nas m\u00e3os de Sebasti\u00e1n<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_1238\" aria-describedby=\"caption-attachment-1238\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8145.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1238 size-large\" src=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8145-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8145-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8145-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8145-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1238\" class=\"wp-caption-text\">Ducati para todo lado. A especialidade de Sebasti\u00e1n.<\/figcaption><\/figure>\n<h5>Motocultura: E como foi a quest\u00e3o de abrir a sua pr\u00f3pria oficina? \u00a0Voc\u00ea j\u00e1 tinha a ideia de abrir um neg\u00f3cio pr\u00f3prio?<\/h5>\n<p>Sim,\u00a0sempre. Quando cheguei no Brasil, havia acabado de sair de um curso de mec\u00e2nica de 4 anos. Eu n\u00e3o tenho conhecimento de que aqui\u00a0exista algum ensino formal dirigido nesse sentido e que tenha essa dura\u00e7\u00e3o. E, consequentemente, estava com a cabe\u00e7a cheia de conhecimento e novidade. Na minha forma\u00e7\u00e3o tive inclusive desenho t\u00e9cnico! Hoje em dia me parece que os mec\u00e2nicos s\u00e3o formados para empresas espec\u00edficas, principalmente depois da invas\u00e3o de marcas japonesas. Al\u00e9m disso, acredito que n\u00e3o h\u00e1\u00a0algo no sentido de formar a pessoa para abrir seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio e, de fato, aprender a resolver os problemas. Atualmente existe\u00a0o mec\u00e2nico que troca pe\u00e7as, sem pensar muito.<\/p>\n<p>Depois de um tempo na primeira oficina, aqui no Brasil, percebi que precisava ganhar um pouco mais e, na ocasi\u00e3o, fui chamado para um entrevista na Kawasaki. Mas sempre tive minha paix\u00e3o que eram as Ducatis. Eu sabia tudo de Ducati, mesmo sem nunca ter mexido em uma. Um coisa curiosa \u00e9 que, assim que cheguei em S\u00e3o Paulo, um amigo me levou at\u00e9 uma oficina famosa e enorme na \u00e9poca e foi l\u00e1 onde tive meu primeiro contato com uma Ducati e, curiosamente, era a n\u00famero 001 da Ducati 916 desenvolvida em parceria com o Airton Senna, a qual ele ajudou a desnvolver! Foi uma coisa que de certa forma me marcou.<\/p>\n<p>Nota: a 916 que Sebasti\u00e1n teve contato \u00e9 a moto que hoje est\u00e1 no Instituto Ayrton Senna.<\/p>\n<p>Por todas os lugares onde passei eu enxergava\u00a0uma oportunidade de aprender cada vez mais. As pessoas tinham que me mandar embora para casa por que eu ficava depois do expediente estudando, pesquisando, fu\u00e7ando e tentando aprender mais. Almo\u00e7ava rapidinho\u00a0e acordava super cedo por que queria aprender e trabalhar sem parar. Essa \u00e9 a parte boa de ser estrangeiro em um pa\u00eds que voc\u00ea n\u00e3o conhece. Eu n\u00e3o tinha amigos, n\u00e3o tinha fam\u00edlia por perto, n\u00e3o tinha grana e meu foco era total e completo naquilo: mec\u00e2nica de motos. Foi tamb\u00e9m nessa \u00e9poca que me envolvi aqui no Brasil com competi\u00e7\u00e3o. O dono da oficina onde eu trabalhava competia e comecei tamb\u00e9m a trabalhar nesse ambiente das pistas s\u00f3 que desta vez aqui em S\u00e3o Paulo. Mas depois de um certo tempo eu n\u00e3o estava feliz. Estava descontente com algumas coisas em rela\u00e7\u00e3o ao lugar e n\u00e3o pensei duas vezes. Pedi as contas sem ter nada em vista. Fui chamado de arrogante. Acho que \u00e9 assim que tem que ser, se n\u00e3o est\u00e1 feliz, tem de partir para outra. O curioso \u00e9 que logo depois fui fazer uma entrevista justamente naquele lugar onde conheci a Ducati do Senna e tinha achado o lugar uma oficina incr\u00edvel e super completa. Quando cheguei, as motos estavam paradas h\u00e1 um m\u00eas por que a pessoa que trabalhava nas motos tinha sumido. Me perguntaram se eu j\u00e1 havia mexido com Ducati. Eu falei que n\u00e3o, que n\u00e3o tinha experi\u00eancia alguma mas que se tivesse o manual na m\u00e3o, eu aprenderia. Propus at\u00e9 que fizessem um teste. Gostaram da minha sinceridade e acabei entrando. Mas oficina era multimarca e, naquela \u00e9poca, as coisas come\u00e7aram a n\u00e3o ir muito bem at\u00e9 que o lugar acabou fechando as portas. Com isso, fui parar novamente nas corridas e competi\u00e7\u00f5es at\u00e9 que um antigo cliente come\u00e7ou a conversar regularmente comigo e entramos numa iniciativa\u00a0de come\u00e7ar a trazer pe\u00e7as e abrir outra oficina, Ele havia trazido a <a href=\"http:\/\/bimota.it\/\" target=\"_blank\"><strong>Bimota<\/strong><\/a> para o Brasil\u00a0e foi a\u00ed que tudo come\u00e7ou. A Bimota deu certo e como utilizava motor Ducati, a oficina come\u00e7ou a atrair tamb\u00e9m os\u00a0clientes Ducati. Eu era o s\u00f3cio que s\u00f3 entrava com o trabalho, principalmente com o foco nas Bimotas e Ducatis. Essa foi a fase final onde decidi que seria meu \u00faltimo emprego e, dali em diante, eu trabalharia para mim mesmo. At\u00e9 por que eu tinha isso muito claro na minha cabe\u00e7a. Tinha comigo que at\u00e9 os trinta anos eu trabalharia para os outros mas, depois disso, iria ter meu pr\u00f3prio neg\u00f3cio. E, finalmente, saindo de l\u00e1, abri minha oficina.<\/p>\n<h5>Motocultura: Ent\u00e3o voc\u00ea abriu sua oficina e come\u00e7ou a trabalhar apenas com as Ducati?<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong> N\u00e3o! Trabalhava com tudo. Menos Harley (risos). A\u00a0quest\u00e3o \u00e9 que as Harley s\u00e3o muito diferentes. Mec\u00e2nica diferente, medidas diferentes, tudo diferente. \u00c9 outra mec\u00e2nica e inclusive outra cultura de motociclismo. Os Ducatistas querem mexer na moto pra ganhar desempenho, para correr, tirar o m\u00e1ximo da m\u00e1quina. J\u00e1 a cultura da Harley \u00e9 aquela coisa de customizar, colocar cromados, uma sirene, umas caveiras e eu nunca tive essa pegada. E sempre entendi que quem mexe com Harley, mexe s\u00f3 com Harley e justamente por isso eu decidi o contr\u00e1rio, que mexeria com tudo menos Harley. At\u00e9 por que tem especialistas no assunto e eu n\u00e3o vou me meter. Aqui perto tem o Chis (da Oficina <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/garagemetallica\/\" target=\"_blank\"><strong>Garagem Metallica<\/strong><\/a>) que s\u00f3 mexe com Harley e quando aparece algo por aqui eu indico\u00a0para ele. Sendo bem sincero, eu n\u00e3o gosto de Harley e, pra completar, n\u00e3o tenho conhecimento e nem ferramental para tal e como tem quem conhece, gosta e trabalha com isso, n\u00e3o faz sentido algum eu entrar e atuar nesse nicho.<\/p>\n<p>E na \u00e9poca da hist\u00f3ria com as Bimotas tamb\u00e9m come\u00e7amos a representar no Brasil v\u00e1rias marcas italianas e europeias de componentes de alto desempenho para motocicletas. Coisas como, por exemplo,\u00a0freios Brembo e tantas outras marcas e, por isso, \u00a0o caminho para as motos europeias foi natural. Nessa fase acabei viajando\u00a0muito para o exterior para fazer cursos e me especializar justamente nestes componentes. Componentes\u00a0que\u00a0est\u00e3o todos presentes nas Ducati.<\/p>\n<h5>Motocultura: E d\u00e1 para viver disso? Viver de mec\u00e2nica de motocicletas, de certa forma, de luxo?<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong> Olha, eu acho que oficina em geral d\u00e1 dinheiro para o mec\u00e2nico, mas n\u00e3o para o empres\u00e1rio. Os custos de manter uma oficina bem equipada s\u00e3o muito altos. Mas se trabalhar com comprometimento e honestidade, sabendo da parte dif\u00edcil, sempre tem trabalho. \u00c9 preciso encarar de frente, estudar, admitir os erros. Por exemplo, apareceu uma moto aqui para trocar pastilhas. Por um erro nosso, o tanque da moto saiu com um pequeno arranh\u00e3o. Fomos l\u00e1 e fizemos o tanque inteiro sem cobrar um centavo, coisa que era no m\u00ednimo, nossa obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h5>Motocultura: Voc\u00ea tamb\u00e9m come\u00e7ou a trabalhar com customiza\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea encara isso como eventual ou acaba sendo tamb\u00e9m uma atividade principal da sua oficina?<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong>\u00a0Eu adoro essa parte! Se hoje eu pudesse trabalhar com customiza\u00e7\u00e3o e trabalhar apenas com isso em algum lugar do\u00a0interior, faria isso f\u00e1cil. At\u00e9 pela quest\u00e3o do custo menor de um lugar fora dos grandes centros. Fazer uma moto inteira \u00e9 muito mais gratificante do que montar\u00a0um motor padr\u00e3o de f\u00e1brica, por exemplo. \u00c9 algo que d\u00e1 muito tes\u00e3o. Mas percebi que \u00e9 algo que n\u00e3o d\u00e1 exatamente dinheiro mas d\u00e1 uma enorme satisfa\u00e7\u00e3o. Hoje eu tenho uns cinco projetos aqui nesse sentido.<\/p>\n<p>Acho incr\u00edvel fazer algo sair do papel e se transformar em uma moto. E acho que o tes\u00e3o por fazer acaba compensando a quest\u00e3o de talvez n\u00e3o compensar financeiramente.<\/p>\n<h5>Motocultura: Seu coment\u00e1rio \u00e9 interessante pois no meio da customiza\u00e7\u00e3o se fala muito que s\u00f3 customiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o enche barriga e n\u00e3o sustenta ningu\u00e9m. E parece que existe um problema cr\u00f4nico no que diz respeito a tocar a\u00a0customiza\u00e7\u00e3o como um neg\u00f3cio. As motos, tecnicamente, saem,\u00a0mas todo o resto, como a gest\u00e3o do projeto, \u00e9 problem\u00e1tica, principalmente no que diz respeito a prazos. O que voc\u00ea acha disso?<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong>\u00a0Eu acho que \u00e9 uma quest\u00e3o de encarar as coisas profissionalmente. Largar m\u00e3o da latinha de preto fosco e de cortar para-lamas e nunca se especializar, se organizar e se equipar. Um caso que eu admiro \u00e9 do <a href=\"http:\/\/shibuyagarage.com.br\/\" target=\"_blank\"><strong>Shibuya Garage<\/strong><\/a> pois s\u00e3o motos que saem com a assinatura do seu criador, o Teydi Deguchi. As pessoas pagam por uma moto assinada. No\u00a0Brasil, tirando poucos exemplos como o Shibuya, ainda n\u00e3o chegou-se num patamar como o l\u00e1 de fora. \u00c9 preciso se equipar e se especializar e, claro, isso tem um pre\u00e7o. Se quer ser reconhecido, fa\u00e7a um trabalho decente em todos os sentidos.<\/p>\n<h5>Motocultura: Como voc\u00ea comentou antes, sobre as f\u00e1bricas formarem mec\u00e2nicos rob\u00f4s trocadores de pe\u00e7as, voc\u00ea acha que ainda existe espa\u00e7o para esse mec\u00e2nico multimarcas ou ele esta sumindo?<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong>\u00a0 Acho que tem espa\u00e7o para todo mundo, desde que se trabalhe do jeito certo. Muita gente trabalha com desleixo, sem cuidado, adaptando coisas porcamente e fazendo tudo\u00a0de qualquer jeito e isso \u00e9 ruim pra todo mundo. At\u00e9 por que tem muito mec\u00e2nico aventureiro que assim que aparece alguma outra coisa que ele ganhe um pouco mais, ele sai correndo e vai fazer essa outra coisa. Se tem gente que trabalha da forma correta, eu acho \u00f3timo. Nossa oficina tem cinco anos e nunca faltou trabalho.<\/p>\n<h5>Motocultura: Voltando \u00e0\u00a0customiza\u00e7\u00e3o que \u00e9 um assunto que voc\u00ea gosta. O que voc\u00ea acha do cen\u00e1rio nacional? O que \u00e9 bom e o que \u00e9 ruim?<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong>\u00a0A pior parte aqui \u00e9 a falta de ferramental. Os customizadores tem de tirar leite de pedra com uma infra-estrutura m\u00ednima ou prec\u00e1ria. L\u00e1 fora voc\u00ea tem equipamento para tudo, coisa impens\u00e1vel aqui. E aqui tem coisas que ainda s\u00e3o imposs\u00edveis pela falta de ferramentas ou pelo pre\u00e7o proibitivo delas. Al\u00e9m disso, tem a falta cr\u00f4nica de pe\u00e7as. Qualquer moto mais antiga \u00e9 um pesadelo encontrar pe\u00e7as pois elas somem do mercado. Outra coisa que acho complicada \u00e9 a falta de originalidade. Tem muita c\u00f3pia por aqui. Eu prefiro algu\u00e9m que tenha uma ideia original e fa\u00e7a essa ideia acontecer do zero sem copiar de ago que viu na\u00a0internet.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/benditamacchina.com\/\" target=\"_blank\"><strong>Bendita Macchina<\/strong><\/a> foi incr\u00edvel\u00a0no sentido de se abrir para um novo mercado, o das motos pequenas. N\u00e3o \u00e9 mais coisa de &#8220;bacana&#8221; de moto grande e cara. E isso \u00e9 uma das partes legais. Tem pra todo mundo.<\/p>\n<h5>Motocultura: Voc\u00ea \u00e9 piloto tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9?<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong> Sim, j\u00e1 participei de v\u00e1rias competi\u00e7\u00f5es como mec\u00e2nico e como piloto! A oficina tamb\u00e9m \u00e9 uma equipe e j\u00e1 conquistamos algumas coisas. Trouxemos as primeiras Ducati Panigale direto de Miami para competir por aqui. Corri de Supermoto no campeonato paulista\u00a0e acabei at\u00e9 virando instrutor de pilotagem. Participamos das 500 milhas de S\u00e3o Paulo e este ano estou participando do brasileiro e paulista de Supermoto.<\/p>\n<h5>Motocultura: Ali\u00e1s, voc\u00ea tem inclusive uma tatuagem que tem muita rela\u00e7\u00e3o com sua hist\u00f3ria com as competi\u00e7\u00f5es desde o tempo do seu pai. Conte sobre ela.<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong>\u00a0\u00c9 o n\u00famero 27 que \u00e9 o dia do nascimento do meu pai, assim como era o n\u00famero que meu pai pintava no carro de competi\u00e7\u00e3o no qual ele trabalhava no come\u00e7o. O n\u00famero imita tamb\u00e9m o estilo gr\u00e1fico do n\u00famero da moto do piloto Casey Stoner, que deu um t\u00edtulo in\u00e9dito no Moto GP justamente para a Ducati. S\u00f3 que no lugar da bandeira australiana de Stoner, eu tenho a bandeira do Uruguai.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1250\" aria-describedby=\"caption-attachment-1250\" style=\"width: 728px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8167.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1250\" src=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8167.jpg\" alt=\"\" width=\"728\" height=\"751\" srcset=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8167.jpg 728w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8167-291x300.jpg 291w\" sizes=\"(max-width: 728px) 100vw, 728px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1250\" class=\"wp-caption-text\">Tatuagem conciliando homenagem ao pai, \u00e0s pistas e \u00e0s Ducati<\/figcaption><\/figure>\n<h5>Motocultura: Voc\u00ea \u00e9 jovem mas j\u00e1 tem um imensa bagagem e hist\u00f3ria profissional. Sendo assim, o que voc\u00ea falaria para as pessoas que querem entrar nesse \u00e1rea j\u00e1 que, dado esse boom das motocicletas, tem muita gente interessada em seguir essa profiss\u00e3o.<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong>\u00a0A palavra \u00e9 investimento. Em todos os sentidos. Um exemplo:\u00a0eu mesmo j\u00e1 percebi que as pessoas ficam temorosas de ter e manter\u00a0uma moto diferente com medo da falta de pe\u00e7as. Percebi isso e resolvi\u00a0montar um neg\u00f3cio de venda de pe\u00e7as pra justamente resolver essa quest\u00e3o. \u00c9 muito nesse sentido, n\u00e3o s\u00f3 investimento de dinheiro mas de conhecimento, especializa\u00e7\u00e3o e entendimento do\u00a0que \u00e9 o seu neg\u00f3cio como um todo. Existe um ditado por aqui e que, infelizmente, eu tenho de concordar, que mec\u00e2nico e pedreiro \u00e9 tudo a mesma coisa, no mau sentido. Eu tenho carro! E eu n\u00e3o sei at\u00e9 hoje onde levar meu carro por conta da m\u00e1 fama dos mec\u00e2nicos! E eu me coloco nesse lugar, o do cliente.<\/p>\n<p>Tem que investir. E tem muita gente que faz o mesmo trabalho a vida inteira, n\u00e3o estuda, n\u00e3o se especializa, n\u00e3o se atualiza, n\u00e3o se interessa. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mec\u00e2nica! Eu estou estudando Photoshop! Por que eu quero aprender a colocar os projetos no &#8220;papel&#8221; antes de sair cortando chapa de a\u00e7o! Quero fazer umas camisetas legais pra oficina e tamb\u00e9m vou atr\u00e1s de aprender a fazer.\u00a0\u00c9 algo al\u00e9m da oficina e da parte t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Eu vejo muita gente conformada, acomodada. As vezes voc\u00ea nem vai ganhar mais por investir em conhecimento mas voc\u00ea vai atender melhor e oferecer algo mais completo e isso \u00e9 o que vai fazer os clientes voltarem. Eu n\u00e3o entendo, as pessoas n\u00e3o querem estudar, n\u00e3o querem pesquisar, tem pregui\u00e7a. Muita gente me liga querendo a solu\u00e7\u00e3o pronta. Voc\u00ea da a dica e o caminho e as pessoas n\u00e3o se mexem pra resolver. E n\u00e3o \u00e9\u00a0quest\u00e3o de n\u00e3o ter oportunidade. Claro, a oportunidade ajuda e parte tamb\u00e9m \u00e9 sorte, mas grande parte tamb\u00e9m \u00e9 correr atr\u00e1s, investir tempo e estudar. Investir em tudo que diz respeito ao seu trabalho, mesmo as coisas que n\u00e3o s\u00e3o exatamente mec\u00e2nica.<\/p>\n<h5>Motocultura: Muito obrigado pela entrevista e parab\u00e9ns pelo seu trabalho, hist\u00f3ria inspiradora e vis\u00e3o t\u00e3o clara do que voc\u00ea faz e acredita ser o correto.<\/h5>\n<p><strong>Sebasti\u00e1n:<\/strong> Eu \u00e9 que agrade\u00e7o!<\/p>\n<p>Uma pequena, e importante, parte da hist\u00f3ria foi contada em off e n\u00e3o consta na entrevista mas Sebasti\u00e1n n\u00e3o tem problema algum em falar dela. Em algum momento entre uma oficina e outra aqui em S\u00e3o Paulo, Seb\u00e1stian foi atingido por um duro golpe. Perdeu seu pai, ficou sem trabalho e sem ter onde morar, tudo ao mesmo tempo. Mas como d\u00e1 pra perceber, n\u00e3o se deixou abalar e com a ajuda de amigos se reergueu e continuou em frente para chegar no lugar onde est\u00e1 hoje.<\/p>\n<h3>Alguns dos trabalhos de customiza\u00e7\u00e3o da SR<\/h3>\n<h5>Ducati 999<\/h5>\n<p>Modificada, preparada e constru\u00edda pela SR Corse em uma street fighter<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8153.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1242\" src=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8153-1024x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8153-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8153-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8153-300x300.jpg 300w, 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sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8160.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1247\" src=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8160-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8160-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8160-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8160-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8158.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1246\" 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Ela \u00e9 protagonista da <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLl5ZZdqbDYQMcFOR1r7jUQCZ9wPX3-kpI\" target=\"_blank\">web s\u00e9rie de Motocultura sobre customiza\u00e7\u00e3o.<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8141.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1236\" src=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8141-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8141-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8141-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8141-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8143.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1237\" src=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8143-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8143-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8143-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_8143-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>SERVI\u00c7O<\/h3>\n<p><strong>SR CORSE<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/srcorse.com.br\" target=\"_blank\">http:\/\/srcorse.com.br<\/a><br \/>\nRua Isabel de Castela, 106<br \/>\nVila Madalena &#8211; S\u00e3o Paulo\/SP<br \/>\nTelefone 1: (11) 3903-5968<br \/>\nTelefone 2: (11) 7744-7199<br \/>\nE-mail: srcorse@srcorse.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma rua tranquila no cora\u00e7\u00e3o do bairro mais bo\u00eamio da cidade de S\u00e3o Paulo, Vila Madalena, vive e trabalha um simp\u00e1tico\u00a0uruguaio que veio para o Brasil com a ideia de trabalhar com sua paix\u00e3o: motocicletas. Sebasti\u00e1n Roch\u00f3n\u00a0 herdou o gosto pelas motos e motores de seu pai, veio para o pa\u00eds apostando seu futuro, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1256,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4,5],"tags":[12,67],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/destaque.png","jetpack-related-posts":[{"id":2083,"url":"https:\/\/www.motocultura.com.br\/home\/moto-customizada-do-ano-etapa-scrambler-e-brat\/","url_meta":{"origin":1225,"position":0},"title":"Moto Customizada do Ano &#8211; Etapa Scrambler e Brat","author":"Guilhes Damian","date":"17 de setembro de 2018","format":false,"excerpt":"No dia 29 de agosto de 2018 o grupo\u00a0Cafe Racer Brasil, Motocultura,\u00a0Bratstyle Brasil\u00a0e\u00a0Garagem Cafe Racer\u00a0reuniram mais 6 motocicletas customizadas, desta vez nos estilos scrambler e brat para concorrerem ao t\u00edtulo de moto customizada do ano. 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